Saindo do Casulo

24 de maio de 2018

Ha quase 10 meses embarquei em uma viagem ao desconhecido: morar em um pais diferente, cujo idiomas oficiais não incluem português… E a experiencia tem sido maravilhosa!

Enquanto no Brasil, eu tinha muita confiança no meu nível de ingles e nunca achei que eu teria muita dificuldade de me comunicar. Pois bem, primeiros dias em New York (antes de chegar no destino final: Vancouver) fizeram-me repensar esta confiança que eu sempre tive na minha capacidade de me comunicar em ingles. Interessante observar isto após ter participado de tantas entrevistas em ingles e elas nunca terem sido problema, mas enfim…

Apos estes 10 meses longe do Brasil, recuperei minha confiança, melhorei minha pronuncia, consegui um excelente trabalho, apaixonei-me, tive meu coração partido, tive minha residência permanente aprovada e estou planejando voltar ao meu pais natal para rever familia e amigos!

Sei que ainda tenho que melhorar minha capacidade de me comunicar em ingles e algumas outras coisas que poderiam estar mais bem resolvidas, mas isto o tempo resolvera por si so…

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LUTO!

17 de abril de 2018

Pela primeira vez na minha vida eu me dei conta que eu vivi mais que meu pai. E nao e porque eu tenha apenas começado a viver mais que ele. Isto aconteceu ha, aproximadamente um ano atras. Mas eu so me dei conta agora…

E hoje eu penso todo o sofrimento que minha avo passou, tendo que “enterrar seu filho caçula”… Todas as vezes que eu fui visitar minha avo e simplesmente minha presença fosse motivo de alegria e tristeza para ela… Pois cada gesto que eu fazia, ela lembrava do meu pai.. Mas, acredito, que ela sentia-se feliz ao me ter por perto… Sempre tentei estar la o máximo que pude, mas a medida que crescia ia com menos frequência…

Agora estou mais longe do que nunca. E o medo de perde-la, assim como perdi meu avo alguns anos atras, assombra-me que qualquer coisa. Eles sao, de certo modo, o único elo que tenho com meu pai… Quando meu avo nos deixou, senti como um saco enfraquecido… A parte masculina que gerou meu pai nao mais existia…

Ee estava assistindo um anime recentemente e em um dos momentos, era falado que a morte era mais dificil para quem fica… Eu sei que sera muito, mas muito dificil no dia que eu perder minha avo. E eu nao consigo imaginar a dor que sentirei…


Pensamentos Desconexos

17 de abril de 2018

Sabe, eu queria que eu realmente me conhecesse, intimamente, completamente. Mas tudo que eu sei eh o que tenho aprendido nos últimos meses (e vir pro Canada ajudou muito nisto).

Provavelmente por medo, sempre mantive uma distancia razoável de alguns amigos, que poderiam ter feito minha vida muito melhor, muito mais feliz. Nao os afastei completamente, mas sempre podia estar mais presente…

Hoje sei, por exemplo, coisas que precisam estar presentes na minha vida para que eu me sinta completo. Isto nao e um amor (mas poderia ser), mas coisas mais abstratas como relações humanas, relações artísticas, sentimento de pertencimento.

Mas passado fiz uma viagem para Toronto (maior cidade canadense rs). Esta viagem (se nao serviu para outra coisa) serviu para eu finalmente perceber o quanto gosto/amo meu canto aqui em Vancouver. Quando retornei pude me sentir realmente em casa, no lugar que eu pertenço… Algo semelhante com o que acontece quando visito minha Mae e fico deitado no colo dela sem pensar em um minuto a frente…

Enfim, perdi a linha de pensamento e este post vai terminar neste ponto aqui mesmo… 😀

 


FriendZone

3 de abril de 2018

Eu te amo. Voce ama outro. E assim, como num passe de magica, sou arrastado, com toda força, pra tua friend zone. E desta vez sem escapatória.

Por mais estranho que pareça, gosto de estar contigo. O tempo sempre e divertido ao teu lado. Mesmo que isto estraçalhe meu coração ao ver/ouvir voce chorando por ele. Posso ser teu ombro amigo. Posso ouvir tuas angustias… E espero que um dia voce possa ser feliz!

 

 


Conto d(a falta d)o amor

1 de abril de 2018

E um dia voce veio…

E então foi embora.

Não percebi.

Quis que ainda estivesse aqui.

Mas voce não estava mais.

Voce não queria mais estar.

Insisti e me perdi.

Chorei…

(Re)Lembrei e sorri.

Fiquei depressivo.

Tentei ser teu amigo.

Falhei!

E falhei…


Eu te amo

27 de março de 2018

Queria ser forte! Queria não pensar em voce, não querer estar ao teu lado o tempo todo, não sentir vontade de te mandar mensagem, de te ligar. Mas fraco eu sou.

Não sei exatamente o que fez voce fugir. E este não saber me atormenta dia e noite. Fico delirando tentando achar explicações, tentando entender as tuas razões.

Estraçalha meu coração pensar que voce possa apenas estar com medo. Medo de me amar, de me perder e, consequentemente, de sofrer.

As vezes, tudo o que eu preciso e de um abraço teu ou do teu sorriso ou apenas da tua “happy dance”…

Pensando nisto tudo, so consigo uma conclusão: EU TE AMO!


Encontro do EU

24 de março de 2018

Tenho passado por um processo bacana de descoberta de mim mesmo. E a coisa mais clara que eu tenho na vida é que a imagem que faço de mim não corresponde à imagem que meus amigos tem de mim. E devo dizer que a imagem deles é, normalmente, mas adequada que a minha.

Desde criança sempre cobrei muito de mim mesmo e nunca me permiti perceber as qualidades que eu tinha. Em entrevistas de emprego, algumas vezes fui questionado cinco qualidades minhas ou algo do tipo. Nunca soube dar uma resposta rápida para esta pergunta, pois nunca soube o que eu tenho que deveria ser destacado.

No início deste ano (2018) eu vi uma publicação no FaceBook que falava que era transformador escrever num papel as coisas que você admira em voce mesmo. Pois bem, permiti-me admirar a mim mesmo. Comecei com dificuldade a escrever algo que eu concordo e meus amigos reconhecem (inteligente). Com alguma dificuldade fui escrevendo as coisas que vinham na minha cabeça a cada momento e consegui quase completar uma página de um caderno pequeno (que deve conter umas 20 linhas, creio eu).

Ano passado mudei de país. Nesta mudança pude descobrir a quantidade de pessoas (até absurda, se eu analisar friamente) que ficaram feliz por verem que eu estava “avançando” na minha vida. Ou melhor, realizando um sonho antigo. Fiquei impressionado ao saber – e contar – os amigos verdadeiros que eu tenho.

Este ano, talvez, eu tenha encontrado um amor que me tirou do chão e abalou minhas estruturas, fazendo-me mais feliz do que eu jamais pensei que pudesse ser… Isto me transformou, por dentro!

Tenho aprendido mais sobre mim mesmo. Tenho conhecido mais sobre como eu sou, como eu ajo e como eu penso. Tenho evoluído minha mente ao ponto de uma amiga falar que eu tenho uma evolução espiritual/emocional fora de série… Vejo as coisas com mais clareza (na maior parte do tempo, pelo menos) e sigo resiliente na busca dos meus sonhos, dos meus desejos.

UM DIA eu alcançarei o pote de ouro no fim do arco-íris. Isto será algo muito interessante de se ver, mas o caminho até lá tem sido muito prazeroso e estou ansioso pelas boas surpresas que estão por vir…