Emocionamentos

22 de abril de 2009

Existem coisas que nos tocam profundamente. E algumas coisas, ultimamente, tem me tocado de forma mais forte. A emoção latente que eu escondia agora aflora…

Posso parecer piegas, mas algo mudou em mim e fez com que os sentimentos tomassem forma e ganhassem conteúdo cada vez mais. Parece que minhas estruturas mentais rebelaram-se e insistem em mostrar meu ‘pontos fracos’, o quanto sou vulnerável.

by Everton Mendonça

by Everton Mendonça

A emoção toma o meu corpo e me põe refém de seus delírios, mostrando-me as maravilhas sensoriais que esse mundo nos reserva. Uma bela música que pode nos “destruir” por dentro ou uma cena chocante que vemos nos meios de comunicação. Uma súplica de uma criança esperançosa por algo que deseja…

Tenho escutado muito Joss Stone (minha cantora favorita) e, por mais absurdo que pareça, a cada vez que ouço suas músicas consigo experimentar sentimentos prazerosos em momentos distintos, em músicas distintas.

Não entendo o que acontece comigo, mas compreendo que isso me torna mais humano, mais ‘normal’…

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Três Apitos

14 de abril de 2009

Que apito você toca?

Bom, a pergunta, a primeira vista, parece boba e sem sentido, mas um minuto de reflexão sobre ela pode ser bastante para trazer a tona questões mais complexas do que um simples brinquedinho de plástico.

O apito aqui referencia hábitos de conduta, valores e prioridades na vida de uma pessoa…

Assim sendo, encho a boca para falar que toco três (isso mesmo, três) apitos.

O primeiro apito que toco é o da VERDADE. O considero o mais importante porque ele se torna a base, o alicerce para os demais. A verdade permite que nos libertemos das correntes traiçoeiras da mentira. Aliás, a busca por verdades tem motivado toda a existência humana desde o princípio. O que seria as ciências senão a busca pela verdades de diversos fatores que existem para serem ‘descobertos’, ‘achados’?

O segundo apito que toco é o da HONESTIDADE. Ele ‘caminha’ junto com o apito da verdade. Este apito ganha importância quando olhamos para apitos que o compõem, como lealdade e fidelidade. Vivenciamos um mundo onde EU torna-se cada vez mais importante, onde ser honesto com o outro só quando isso traz algum benefício para nós. Não vislumbro essa conduta. Relações sérias, duradouras e fortes devem ser pautadas na completa honestidade entre as partes. A honestidade traz robustez nas relações. E parece um mal contagioso…

O terceiro apito que toco é o do COMPREENSÃO. A compreensão permite que você perceba o que o outro sente, como o outro se sente. A compreensão é sinônimo de empatia, é se por no lugar do outro e mesmo discordando das posturas tomadas, fornecer o apoio necessário, sem que falte com o primeiro apito. A compreensão, assim como a honestidade e a verdade, se encarrega de fortalecer os vínculos afetivos. Ela traz a tona a realidade da situação e coloca os indivíduos em pé de igualdade…

Estes três apitos norteiam minhas regras de conduta e seguem ao meu lado em todos os momentos de minha vida. Tá, sim, nem sempre é possível levar o três apitos (o bolso pode ser pequeno), aí priorizo os dois primeiros e sigo a jornada!


Aurora Humoral

10 de abril de 2009

Já é sabido pela ciência que indivíduos bem-humorados apresentam inúmeras vantagens em relação a indivíduos mal-humorados. O ponto mais importante que destaco é a vida mais saudável, que proporciona uma maior sensibilidade sensorial.

Sou um desses indivíduos bem-humorados por definição, mas permito-me alguns momentos de mal humor. A inérica não é saudável… A desorganização seguida da organização é um fenômeno fantástico, pois permite que as relações fiquem mais fortes e tenham seus pontos frágeis superados.

Bom, retomando o foco, a atividade cerebral do bom humor libera substâncias que trazem a satisfação e a felicidade. Já o mal humor é destrutivo, aliás é auto-destrutivo.

Hoje, acordei com uma sensação estranha, nunca dantes experimentada. Atribui ao meu bom humor. Não sentia cansaço, apesar de ter dormido menos do que 4 horas. Meu corpo vibrava numa sintonia fantástica. Sentia como se fluísse energia positiva pura em minhas veias. Nada poderia tirar isso de mim, NADA mesmo. Nem a necessidade de enfrentar uma fila quilométrica para comprar o ovo de chocolate de meu sobrinho de 3 anos. Pois bem, e assim foi.

O dia de hoje foi um dia anormal. Senti-me diferente a cada momento. Meus sentidos estavam super aguçados. Amúsica que ouvia fluía freneticamente meu corpo lberando um mix de sensações que chegavam a me levar a um êxtase fantático. Senti um arrepio!

O bom humor natural das manhãs mais belas desta cidade ensolarada contagiou o meu deu e permitiu-me o experimento completo de sensações agradáveis e prazerosas. Ainda sinto a energia que corre em mim, que pulsa num ritmo frenético, que recupera a minha emoção, a minha sensibilidade. Sinto e espero que assim seja por um longo período…


Cotas Raciais, Sociais e Discriminação Racial

9 de abril de 2009

Sou brasileiro, de cútis clara (não necessariamente branca), afrodescente (meus avós paternos são negros), cotista numa universidade estadual. Apesar de tais aspectos, nunca defendi a adoção de cotas raciais. Acredito que as mesmas são injustas e preconceituosas. Se o governo busca inclusão da camada mais pobre da população o caminho adequado é pela cota social e não racial.

Cotas sociais permitem que os iguais, em condição socioeconômica, possam competir por vagas nas universidades públicas.

A precariedade do ensino básico público torna a competição por essas vagas desleais. Os estudantes que pertencem a famílias com maior poder aquisitivo podem desfrutar de melhores colégios, publicações de naturezas diversas e outros aspectos que permitem que um estudante consiga condensar conhecimento de forma útil para essa competição brutal que éo vestibular para universidades públicas.

A concepção de cotas sociais reforça um aspecto defendido pela Constituição Federal de 1988: igualdade de direitos. A cota social tenta agir da mesma forma aumentando a participação de algumas “raças” na universidade, seguindo a proporcionalidade destas “raças” na região que a universidade se localiza. Mas não estaria essa ao lutar contra a discriminação racial acentuando a “legalização” da mesma? Como definir quem é afrodescendente? Pela cútis? Tenho a cútis clara, apesar de ser afrodescendente… Aliás, como amaioria dos brasileiros sou fruto de uma mistura interessante: negros, índios e portugueses.

A miscigenação atinge o Brasil de um modo peculiar e apesar do preconceito enraigado nas ações, nos costumes, somos confrontados com essa realidade a todo instante. Não podemos negá-la.

Será que a inclusão de representantes de algumas “raças”, que aqui não existem, nas universidades públicas repararia algum dano causado pela tonalidade de pele? A abertura de janelas para estes ditos representantes apagaria séculos de intolerância e discriminação? Sinceramente, não acredito nisso. Temos sim, jovens capazes que podem progredir de forma honesta, com oportunidades como as cotas sociais. 

Considero equivocada a idéia, a ideologia, a demagogia por trás das cotas raciais. Elas são antes de tudo, preconceituosas em si mesma, ao averiguar e definir o percentual de cada “raça” em cada região e excludente no sentido de reservar porcentagens específicas para esse percentual. Cotas sociais são mais simples e objetivas, alcançando com êxito a inclusão social tão defendida pela demagogia padrão dos governos democráticos. Contudo, não deve ser esquecido que este jovem que entra pela janela pode estar despreparado para prossseguir seus estudos. Neste aspecto é de fundamental importância que não seja esquecido os cuidados com a educação básica, atualmente estatística. Quem sabe num futuro próximo as esolas públicas voltem a ser melhores que as particulares? Ou pelo menos, no mesmo patamar de qualidade? Talvez seja uma utopia! Quem sabe?


Amplitudes

5 de abril de 2009

Como acreditar em algo amplamente quando nada parece ser absoluto? Como crer que o que dizem ser certo é REALMENTE o certo? Aliás, como saber o que é certo? É necessário investigar, ler, descobrir e reinventar…

Posso dizer que acredito que Deus existe, mas como saber qual é?  Será um Deus vingativo como o existente na Bílbia judaíca (ou o Velho Testamento da Bíblia cristã)? Será um Deus generoso e amante de suas criaturas como o existente no Novo Testamento da Bíblia cristã? Será um Deus multifacetado como o existente em religiões antigas como o Hinduísmo e religiões tribais? Destaque-se aqui os deuses ga Grécia, Roma e Egito Antigos, além dos povos pré-colombianos que habitavam a América. Mas não é de discussões religiosas que trata este post, mas sim da variação das idéias, da amplitude de opiniões.

Certa vez uma amiga definiu-me como bipolar. Isso porque segundo ela eu era uma pessoa que sofria variações bruscas de humor. Sim, é verdade. Consigo estar instrospectivo e minutos depois estar completamente extrovertido. Neste aspecto reside minha principal amplitude: humor.

É possível acordarmos todos os dias com o prazer de viver, a alegria de sentir esse Sol maravilhoso que existe na Bahia, mas quando somos obrigados a encararmos ônibus cheios (sim, ando de ônibus) e, principalmente, quando alguém põe seu braço no meu perímetro de defesa (10 cm em todas as direções) não há bom humor que resista…

É possível fazer com que uma viagem de 30 minutos pareça uma vida inteira de angústia, mas não podemos nos agarrar a este sentimento nefasto e devemos logo recuperar a postura.

Seria possível ser sempre bom? Sempre amável? Minha resposta é NÃO. Destaco aqui um evento ocorrido comigo. Passei pela situação acima descrita e numa crise de raiva, esqueci meu caderno da faculdade com uma passageira que, por educação, estava segurando para mim. Por minha sorte, no caderno havia meu número de telefone celular e pude recuperar o caderno dias depois.

Por vezes deixamos que a raiva, que a ira ajam por nós e machucamos quem não queríamos machucar. O que fazer? Tudo deve ser ponderado… Observar o estrago causado e às vezes deixar o agente maior agir: o TEMPO. Mexer nas feridas abertas impede que elas cicatrizem. Mas devemos dosar bem. Aliás a dose é a diferença de um remédio e um veneno.

Não existe o certo e o errado, existe o ponderado, a vontade, o desejado. O certo e o errrado são os extremos, representam a amplitude da conduta e é nesse meio termo que estamos. Somos seres agindo em uma amplitude de sentimentos, de emoções, de pensamentos, de crenças, de ações…