A Música

19 de janeiro de 2012

A música é algo que sempre encantou os homens. A história é permeada de ritmos e sons que encantam e seduzem.

Existem dias que acordamos com muita vontade de ouvir determinada música ou determinado artista ou determinado estilo musical. Existem dias que acordamos com muita vontade de ouvir a música da natureza, o som natural do dia…

Sempre acreditei que a música agrada nossos ouvidos se ela combinar com o nosso momento espiritual/sentimental, nosso estado de espírito (como alguns diriam). Não, não discordo desta opinião.

Quantas vezes ouvi uma música e não fui tocado e em uma outra vez esta mesma música mexeu profundamente comigo que quase derramei lágrimas? Inúmeras!

Nestes momentos, as palavras doces ou ríspidas das canções ou sua encantadora melodia ataca a alma como um feixe de agulhas e desperta sensações indescritíveis e, às vezes, desconhecidas…

Recordo-me da terceira ou quarta vez que ouvi I Had a Dream de Joss Stone (alguns dirão que demorou até que citasse-a neste blog). Não me recordo do motivo ou situação que faz com que meu estado de espírito, minhas emoções combinassem com esta música, mas recordo-me bem da sensação experimentada e do prazer e alegria de ouvir tão bela canção. Olhos lacrimejando, respiração ofegante, coração acelerado e uma sensação de completude comparável a ver o mar pela primeira vez!

Nunca fui muito musical. Ou pelo menos assim eu acreditava. Ultimamente tenho apreciado cada vez mais a música, a boa música!

Hoje posso afirmar que a música me move e quero fazer mover a música! *-*

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A Estrada

16 de janeiro de 2012

Havia chovido durante toda a madrugada. O dia estava nublado. O cheiro de terra molhada invadia todo o seu ser. O som da brisa batendo na copa das árvores molhadas. O som dos pingos d’água caindo no chão molhado. A estrada com a areia condensada pela chuva…

Lembrou-se de sua infância, quando passava suas férias com seus avós nesta mesma casa que agora está. As brincadeiras com os primos em todo o sítio. As andanças pela estrada que ia até a casa de outros parentes.

A alegria desta memória tomava-lhe instantaneamente e uma lágrima molhava seu rosto do mesmo modo que a chuva da madrugada molhara as folhas das árvores, as penas das aves e os grãos de areia…

Esquece-se do tempo e perdido em pensamentos, relembrou de quanto já fora feliz.

Levantou-se, abraçou carinhosamente sua avó que estava a lhe chamar para que tomasse o café da manhã.

Após sua refeição matinal, levantou-se e andou pela estrada que tantas memórias guardava. Lembrou das caminhadas com sua primeira namorada, das corridas com seus primos e das cavalgadas para visitar os parentes…

Percebeu que não demoraria muito para que voltasse a chover. Resolveu voltar para casa. Andando calmamente, a chuva começou a molhar seu rosto. Já estava perto!

Chegou em casa, sentou-se na varanda e ficou admirando a chuva caindo e molhando o pasto…

O cheiro de terra molhada, o barulho da chuva, as memórias… Tudo era tão maravilhoso!!!