Problematizando

24 de fevereiro de 2018

Depois de um tempo distante, a gente volta! 😉

A gente sempre acredita (ou tende a acreditar) que a sociedade evolui com o passar do TEMPO! Torçamos para que isto seja verdade, pois assim teremos alguma esperança de um futuro melhor…

Temos visto muitas reações a atitudes que antes eram tidas como OK e agora são tidas como inaceitáveis. Ou, como diriam os que querem continuar repetindo estas atitudes, são mimimi…

Podemos considerar estas reações como reflexo da evolução da sociedade? Bom, eu acredito que SIM. Elas refletem apenas que a sociedade começou a voltar a sua atenção para assuntos que antes eram tidos como insignificantes e que agora ganham lugar de debate.

Independente de eu concordar ou discordar com estas opiniões, elas precisam ganhar o foco para que possamos refletir sobre elas e crescer enquanto coletivo.

Podemos pegar o exemplo das marchinhas de carnavais e ate expandi-lo para o universo geral das letras de musicas, que de certo modo, são pejorativas… Determinada musica pode parecer inofensiva para voce, jovem, branco, hétero, defensor da moral e dos bons costumes. Mas tente, por pelo menos um minuto, por-se no lugar das pessoas que são ‘representadas’ por aquela musica…

Podemos ainda ir mais alem e refletir sobre como as mulheres são tratadas na nossa sociedade e como isto interfere nas atitudes delas. Muito tem se falado ultimamente sobre o #MeToo. Por que as mulheres tem que serem tratadas como seres inferiores, criados apenas para satisfazer os mais escusos desejos dos homens? Por que tudo que é associado, direta ou indiretamente, com o feminino tem que ter um tom pejorativo? Até quando vamos ensinar nossas meninas que elas tem que se comportar e arrumar um marido ao invés de ensinar-lhes que elas devem crescer fortes e escolherem quem querem ser?

Bom, anseio pelo dia em que estas reflexões sejam apenas coisa de um passado distante e que possamos rir de como nossos antigos EUs eram sem noção…

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No Meu Bolso, Nada…

29 de maio de 2013

Acho incrível como as pessoas facilmente se declaram contra algo que elas não estão usufruindo…

Tudo é errado até o momento em que somos beneficiados por este dispositivo!!!

Vejo gente reclamando de Bolsa Família, de Cotas nas Universidades Públicas, do Prouni, da Lei Maria da Penha, de Lei Anti-homofobia e de várias outras coisas que por sua natureza de mecanismo de reparação atinge apenas uma parcela da população!

Há quem argumente que estes programas/iniciativas favorecem alguns grupos, mas acredito que eles dêem condição de garantir igualdade à toda a população! Quantos milhões de pessoas abaixo da linha de pobreza não existiam no Brasil vinte anos atrás? Quantos milhões conseguiram sair desta condição, em parte, graças ao programa Bolsa Família? Quantos estudantes, que durante toda a vida estudaram em escola pública, não tiveram oportunidade de cursar uma Faculdade graças ao Prouni ou às Cotas? Quantas mulheres deixaram de sofrer maus tratos ou tiveram suas vidas poupadas por causa da Lei Maria da Penha?

Alguns podem argumentar que existem pessoas beneficiadas por alguns programas sociais e que não precisam da assistência. Nenhum programa é perfeito e apresenta problemas típicos da sociedade na qual estão inseridos! Infelizmente, no nosso país, as pessoas pensam muito mais em seu benefício próprio do que no bem coletivo! Se eu posso beber e dirigir pra casa, por que sairei para a balada de táxi ou ônibus? Se eu posso dar uma “gorjeta” para alguém me favorecer em um problema, por que não descomplicarei minha vida?

Reclamamos de nossos representantes eleitos democraticamente, mas esquecemos que nós escolhemos estes representantes e eles REPRESENTAM nossa sociedade! Paremos de hipocrisia e cresçamos como pessoa, como cidadão e poderemos cobrar uma sociedade mais igualitária e com menos programas assistencialistas ou sem necessidade de leis que protejam grupos que são alvos de agressões e violência gratuita…


Em Tempos de Política

13 de agosto de 2012

“Eu não gosto de política!”, “Vou votar nulo”, “É tudo corrupto”, “Político não presta”. Em tempos de eleições estas frases são as mais ditas! Qual o nível de verdade nelas e qual a real motivação?

Nossa jovem democracia já passou por inúmeros momentos em sua história e revela problemas que justificam estes pensamentos, mas que não os mantém.

Iniciamos a república com o governo de ricos, os coronéis do café que dominavam o país. Passamos por uma falsa democracia populista e entramos em uma ditadura popular… Mais alguns anos se passaram, desenvolvimento, criação de Brasília e… tcharam… outra ditadura, esta militar e opressora!

Após a ditadura militar, tivemos novamente reabertura democrática e governos eleitos pelo povo, mas que não agiram em prol do povo…

De fronte com tanta incompetência em gerir cidades, estados e um país, o famoso “Rouba, mas faz” ganhou espaço e muitos usam este argumento para justificar seu voto na mesma figura caquética e ultrapassada ou em seus indicados!

De fato, o coronelismo não morreu e em vários estados da Nação, ainda há domínio dos coronéis…

Quando dizemos “Só tem corrupto”, fechamos os olhos de que ‘qualquer pessoa’ pode se candidatar e concorrer… Por que não nos candidatamos já que não somos corruptos? Por que deixar a ‘política’ (eleitoreira) para os corruptos? Por que não reverter o quadro e banir os corruptos da nossa política? O que falta?

Existe a possibilidade de não gostar de política? Somos seres políticos por definição! Não há como tirar a política de nossa vida! E a política eleitoral influencia diretamente em nossas vidas (independentemente da classe social)!

Quantos de nós lembram os candidatos que votamos nas últimas eleições? Quantos de nós cobram deles as promessas feitas durante a campanha? Quantos de nós protestam contra aquilo que consideramos absurdos?

Precisamos ser mais presentes na política brasileira ou nada mudará e tudo continuará nesta estranheza absurda! Precisamos acordar e lutar por nossos direitos e por nossas crenças! PODEMOS fazer do Brasil um país melhor!

Chega de corrupção, chega de apatia política, chega de isenção! Quero participar, quero agir, quero ver meu país crescer (em todos os sentidos)…

Enquanto nos mantermos afastados e distantes, a situação não mudará! Vamos para as câmaras, assembleias, congresso reclamar e protestar para que nossos anseios sejam atendidos! Ou… fique deitado no sofá vendo os corruptos rechearem suas contas bancárias com o nosso dinheiro suado!


Fazendo a Nossa Parte

28 de abril de 2012

No sábado passado integrei o grupo que marchou em protesto contra a corrupção no Brasil.

Cantamos, gritamos, marchamos e protestamos contra a corrupção que corrói montanhas de dinheiro arrecadados por nossos governos.

Muitas vezes reclamamos de como as coisas acontecem no nosso país, reclamamos dos escândalos e ficamos indignados com o que vemos passar na TV, mas o que realmente temos feito para mudar esta realidade? Quantos de nós tem feito a nossa parte para mudar este triste cenário da política brasileira?

Não deixarão de existir corruptos só porque na sua poltrona você fica irritado com os milhões de reais desviados de escolas ou de hospitais ou com o preço absurdo cobrado pelas empresas que vencem processos licitatórios maquiados…

Cada um de nós pode fazer mais, deve fazer mais para reverter este quadro.

Com atitudes simples podemos contribuir para mudar o Brasil e para mudar o mundo!

Vamos começar a votar com mais consciência? Vamos começar a exigir dos nossos representantes eleitos o cumprimento dos compromissos assumidos na campanha? Vamos exigir leis mais duras para políticos corruptos? E, principalmente, vamos parar de ser corruptos?

Quando falarmos menos e agirmos mais, podemos ter confiança de que teremos um país com políticos engajados com os reais problemas da população e não em encher seus próprios bolsos de dinheiro PÚBLICO!


Imagem & Semelhança

5 de novembro de 2011

Ultimamente estava eu e meus botões pensando sobre a vida, quando me deparei com a frase bíblica “Deus fez o homem à sua imagem e semelhança” e não pude deixar de refletir sobre as nossas representações políticas!

É interessante observar como reclamamos dos inúmeros escândalos de corrupção que afetam nossos ‘políticos’, mas não percebemos que somos nós mesmos que os escolhemos e que cometemos vários atos de corrupção em nosso dia-a-dia…

Sabe aquela ‘gorjeta’ ao guarda de trânsito ou ao policial para evitar a multa? E aquela ‘mentirinhaaa’ que contamos nas entrevistas de emprego? E aquela fofoca que destrói a vida de uma pessoa que não gostamos?

Bom, no fim de tudo, todos cometemos erros, vacilamos na ética, não fazemos a nossa parte e fazemos discursos moralistas quando um caso de corrupção em Brasília é deflagrado.

Não em entendam mal! Não se justifica um erro com outros, mas porque não reagimos e protestamos? Por que não brigamos por mais transparência e honestidade quando envolve dinheiro público? Por que aceitamos passivamente escândalos e mais encândalos?

Será que é porque “o dinheiro é do governo”? Mas… quem é o governo? Quem dá dinheiro ao governo?

Está na hora de dar um basta e acabar com este ciclo vicioso em que cada vez mais aparecem escândalos e parece não ter fim. Vamos nos juntar e gritar em uníssono “BASTA DE CORRUPÇÃO”!

Vamos exigir dos nossos representantes e de nós mesmos! Sejamos mais honestos e coerentes com nosso discurso! Quem sabe assim não consigamos mudar este país e nossos representantes?


Cadê a autonomia?

7 de junho de 2011

O governo Dilma já dura 158 dias e já pude me decepcionar completamente com ele pelo menos duas vezes. Instituições independentes que sempre desempenharam bem seu papel estão dobrando-se aos interesses do Planalto e passando por cima de seus próprios princípios.

A impressão que tenho é que o governo não se dá conta da gravidade de algumas situações e de suas propostas.

A primeira instituição a que me refiro é o nosso famoso e badalado Banco Central. Este alinhou seu discurso ao discurso hipócrita do Ministério da Fazenda e ignorou o rigoroso controle inflacionário que ocorreu nos 8 anos do governo Lula e que foram muito bem aplicados.

Cadê a independência e credibilidade do Banco Central brasileiro? Alguns podem dizer que uma atitude mais agressiva do Banco Central poderia aumentar ainda mais a lucratividade dos bancos. Sim, isto é verdade! Mas, um arrocho maior no aumento da taxa SELIC preservaria a inflação a níveis mais baixos e protegeria quem mais precisa de proteção no brasil: “os pobres”, os menos favorecidos.

Será que veremos nos 4 anos do governo Dilma um Banco Central servindo de capacho para o incompetente ministro da Fazenda, Guido Mantega? Este deveria observar melhor o mercado e seus indicadores antes de começar a falar coisas sem sentido e nenhum fundamento.

A segunda instituição a que me refiro é o IBAMA, que deveria preservar o meio ambiente e lutar para que nossa fauna e flora fossem preservadas.

Pois bem, o que este fez? Concedeu uma licença ambiental para a construção da usina de Belo Monte mesmo quando as exigências que este órgão tinha feito não foram atendidas, ou melhor foram parcialmente atendidas.

Será assim de agora em diante? O IBAMA irá conceder licenças que parcialmente cumpram os requisitos MÍNIMOS exigidos por ele mesmo? Juro que tento, mas não consigo entender a lógica por trás deste parcialmente atendido, nem a lógica por trás desta atitude predatória.

O governo Dilma ainda engatinha, mas já está mostrando sua fragilidade e sua força! Fragilidade ilustrada pela sua base aliada heterogênea, capaz de se dissipar aos menores ruídos… Já sua força é exibida da pior forma possível, através da alteração das exigências de instituições independentes, que integram o governo e , hoje, estão dançando conforme a banda do Planalto toca!


(In)Segurança Pública

19 de abril de 2011

Cada vez mais vemos casos de violência ‘gratuita’ no nosso planeta, no nosso país, no nosso estado, na nossa cidade, no nosso bairro. Muitas vezes ficamos comovidos com as atrocidades cometidas pelos seres humanos. Apesar de toda comoção provocada, agradecemos, silenciosamente, por aquelas atrocidades não terem acontecido conosco. Sim, experimentamos a felicidade de não sermos vítimas daquelas situações!

De certo modo nos descuidamos da nossa segurança, fazemos coisas que nos deixam vulneráveis a essas situações. Porém, pensamos que estamos acima do perigo, que não seremos alvos. Até que um belo dia, sem nem desconfiar, acontece algo que nos furta esta certeza, que nos faz refletir sobre os níveis crescentes de violência em nosso ambiente!

Temos visto os indicadores de violência do estado da Bahia aumentando constantemente e a inércia dos Governos com relação a este problema!

O interessante é que enquanto Rio, São Paulo, Pernambuco reduzem seus indicadores, a Bahia caminha em sentido contrário.

No domingo, caminhando pela Mega Saraiva do Iguatemi, vi uma manchete em uma revista (não lembro qual) que mencionava que os níveis de criminalidade de São Paulo havia caído e já não era mais considerado epidêmico! E em Salvador? Indubitavelmente, posso afirmar que este níveis só aumenta! (não, isto não estava na manchete!)

Neste mesmo dia, “fiz parte” desta triste estatística! Estava passando pela passarela do Iguatemi indo para rodoviária quando fui surpreendido por um meliante.

Felizmente, no final, deu tudo certo! Ainda posso afirmar que existem pessoas boas, pessoas de bem! Um transeunte recuperou minha carteira e devolveu-me com todo o seu conteúdo. De fato, a carteira continha apenas alguns documentos e cartões.

Com este pequeno relato de um evento acontecido comigo, podemos verificar quão insegura tem sido nossas cidades, nossos trajetos!

É necessário que sejam adotadas políticas públicas para reduzir estes índices antes que seja tarde demais! É necessário que atitudes sejam tomadas para evitar que mais cidadãos de bens sejam violados em seu trânsito em nossas cidades. Não podemos mais aceitar o aumento destes indicadores como algo normal, algo natural! Não, não é!

Orgulhosamente, divulgo que o Governo da Bahia iniciou a implantação de Polícia Comunitária, aos moldes das UPP’s implantadas no Rio de Janeiro! Ainda não podemos afirmar que temos avanços, pois o projeto apenas foi iniciado.

Vamos ficar na expectativa de que os próximos anos sejam melhores, que os indicadores de violência caiam gradativamente e que tenhamos uma cidade, um estado, um país mais seguro, onde possamos transitar livremente sem medo de termos nossos pertences levados pelos “DONOS”!