A Estrada

16 de janeiro de 2012

Havia chovido durante toda a madrugada. O dia estava nublado. O cheiro de terra molhada invadia todo o seu ser. O som da brisa batendo na copa das árvores molhadas. O som dos pingos d’água caindo no chão molhado. A estrada com a areia condensada pela chuva…

Lembrou-se de sua infância, quando passava suas férias com seus avós nesta mesma casa que agora está. As brincadeiras com os primos em todo o sítio. As andanças pela estrada que ia até a casa de outros parentes.

A alegria desta memória tomava-lhe instantaneamente e uma lágrima molhava seu rosto do mesmo modo que a chuva da madrugada molhara as folhas das árvores, as penas das aves e os grãos de areia…

Esquece-se do tempo e perdido em pensamentos, relembrou de quanto já fora feliz.

Levantou-se, abraçou carinhosamente sua avó que estava a lhe chamar para que tomasse o café da manhã.

Após sua refeição matinal, levantou-se e andou pela estrada que tantas memórias guardava. Lembrou das caminhadas com sua primeira namorada, das corridas com seus primos e das cavalgadas para visitar os parentes…

Percebeu que não demoraria muito para que voltasse a chover. Resolveu voltar para casa. Andando calmamente, a chuva começou a molhar seu rosto. Já estava perto!

Chegou em casa, sentou-se na varanda e ficou admirando a chuva caindo e molhando o pasto…

O cheiro de terra molhada, o barulho da chuva, as memórias… Tudo era tão maravilhoso!!!

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A Lua!

19 de novembro de 2011

Ao chegar em casa, recordou-se do bons momentos passados enquanto sentado naquele banco da praça. Esqueceu de seus problemas e deitou-se no chão da sala. O dia estava muito quente e o frio do piso refrescou seu corpo, proporcionando-lhe uma sensação maravilhosa e nostálgica…

Perdido em pensamentos, viu a noite chegar e a Lua reluzente aparecer no céu iluminado por inúmeras estrelas. Hipnotizado, refletiu sobre as maravilhas vistas naquele singelo dia enquanto admirava a Lua.

Saiu de casa e sentou, estrategicamente, na grama de seu quintal sem desfocar a Lua…

Horas se passaram enquanto ele estava deitado na grama admirando a linda noite que lhe lembrava a infância, aquela infância feliz vivida numa pequena cidade do interior. Lembrou-se das inúmeras vezes que passou horas admirando a Lua em sua infância.

Havia passado muito tempo desde a última vez que aquela mesma cena ocorrera e encheu-se de vigor e felicidade por estar ali.

Ouviu um barulho vindo de seu próprio corpo e neste instante lembrou-se que ainda não havia se alimentado desde que voltara da praça…


A Praça!

18 de novembro de 2011

Naquele dia ele saiu cedo e caminhou até a praça perdido em seus pensamentos…

Imaginou situações corriqueiras e perdeu-se em suas memórias enquanto a leve brisa batia em seu rosto e seus passos lentos conflitavam com o acelerado movimento de carros que se observava nas ruas que circundavam a praça.

Quando chegou próximo ao belo chafariz no centro da praça, olhou em volta e procurou um banco vazio para que pudesse admirar aquele magnífico dia. Avistou um, distante, debaixo de uma linda árvore que parecia abraçar o banco que, por sorte, estava desocupado.

Andou lentamente até o banco, como se não houvesse pressa. Ao chegar, olhou em volta e sentou calmamente enquanto perdia seu olhar no horizonte.

De seu banco (sim, pois agora aquele banco pertencia ao seu mundo íntimo e particular) avistava claramente o chafariz e as crianças correndo do outro lado da praça, uma senhora que aparentava ter uns 35 anos passeava com seu pequeno cachorro e alguns casais ocupando todos os outros bancos.

Respirando aquele ar puro e sentindo aquela sensação gostosa de estar vivo, agradeceu silenciosamente por estar ali naquele momento e descobriu o quão afortunado era…