Em Tempos de Política

13 de agosto de 2012

“Eu não gosto de política!”, “Vou votar nulo”, “É tudo corrupto”, “Político não presta”. Em tempos de eleições estas frases são as mais ditas! Qual o nível de verdade nelas e qual a real motivação?

Nossa jovem democracia já passou por inúmeros momentos em sua história e revela problemas que justificam estes pensamentos, mas que não os mantém.

Iniciamos a república com o governo de ricos, os coronéis do café que dominavam o país. Passamos por uma falsa democracia populista e entramos em uma ditadura popular… Mais alguns anos se passaram, desenvolvimento, criação de Brasília e… tcharam… outra ditadura, esta militar e opressora!

Após a ditadura militar, tivemos novamente reabertura democrática e governos eleitos pelo povo, mas que não agiram em prol do povo…

De fronte com tanta incompetência em gerir cidades, estados e um país, o famoso “Rouba, mas faz” ganhou espaço e muitos usam este argumento para justificar seu voto na mesma figura caquética e ultrapassada ou em seus indicados!

De fato, o coronelismo não morreu e em vários estados da Nação, ainda há domínio dos coronéis…

Quando dizemos “Só tem corrupto”, fechamos os olhos de que ‘qualquer pessoa’ pode se candidatar e concorrer… Por que não nos candidatamos já que não somos corruptos? Por que deixar a ‘política’ (eleitoreira) para os corruptos? Por que não reverter o quadro e banir os corruptos da nossa política? O que falta?

Existe a possibilidade de não gostar de política? Somos seres políticos por definição! Não há como tirar a política de nossa vida! E a política eleitoral influencia diretamente em nossas vidas (independentemente da classe social)!

Quantos de nós lembram os candidatos que votamos nas últimas eleições? Quantos de nós cobram deles as promessas feitas durante a campanha? Quantos de nós protestam contra aquilo que consideramos absurdos?

Precisamos ser mais presentes na política brasileira ou nada mudará e tudo continuará nesta estranheza absurda! Precisamos acordar e lutar por nossos direitos e por nossas crenças! PODEMOS fazer do Brasil um país melhor!

Chega de corrupção, chega de apatia política, chega de isenção! Quero participar, quero agir, quero ver meu país crescer (em todos os sentidos)…

Enquanto nos mantermos afastados e distantes, a situação não mudará! Vamos para as câmaras, assembleias, congresso reclamar e protestar para que nossos anseios sejam atendidos! Ou… fique deitado no sofá vendo os corruptos rechearem suas contas bancárias com o nosso dinheiro suado!

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Embates Políticos!

6 de agosto de 2012

Esta época pré-eleição é sempre muito interessante! Vemos lobos travestidos de cordeiros e os cordeiros se revelando contra os pastores! Difícil não encontrar motivação política (a má política) em inúmeras ações que cercam este ano eleitoral…

Pois bem! Na Bahia de todos os santos e credos já tivemos quase todos os tipos possíveis e imagináveis de greves…

Que dizer de uma greve da polícia que foi debelada minutos após a entrega de uma carta de reivindicações? Simples: interesse político em desestabilizar o governo do Estado e o partido que, de certo modo, representa nas campanhas municipais. Ninguém tira este fato de minha cabeça!

E a greve dos professores da rede estadual? Mais de 100 dias de greve mesmo após uma proposta de reajuste de 22,5%? Tudo bem que a proposta não alcançavam a maioria dos professores…

Se quiser ampliar, temos a greve das universidades federais! Existem problemas sim, mas querer resolver todos os problemas em um ano em uma greve é mais complicado! Já deveriam ter retomado as aulas e aceitado a proposta de reajuste bem generosa do governo!

Nas quedas de braço, todos saem perdendo ao invés de todos saírem ganhando! Mas, pasmem! Como a motivação de muitos destes acontecimento são políticos, sempre o lado “mais forte” (governos) sai prejudicado, pois fica mais exposto, enquanto que a massa, manipulada de forma mascarada, entra em guerras sem ideiais…

No outro lado da mesa temos aquelas velhas caras, aquelas mesmas caras, modificadas, travestidas, embelezadas e, novamente, nos enganando, fingindo serem quem não são, fingindo serem gente da gente…

Aproveitam-se da curta memória (ou seria da memória instantânea?) e enfeitam-se para um show de horrores que protagonizamos como as vítimas da carnificina!

Que ALGUM DIA a DEMOCRACIA realmente reine neste Brasil tão abençoado com tantas belezas naturais, tantas culturas diferentes!

Que ALGUM DIA o PODER seja realmente do POVO!


Porto Solidão

27 de julho de 2012

É interessante notar o quanto temos nos afastado das pessoas com o advento das redes sociais. Estamos juntos e isolados ao mesmo tempo. A completa conexão nos afasta das pessoas próximas e nos aproxima das distantes. Estranho paradoxo!

Tenho mais de 300 amigos no facebook, mas tenho laços de amigo com pouquíssimos destes. E se fizer uma análise um pouco mais crítica, é capaz de não haver um único laço de verdade.

Não estou dizendo com isto que não tenha pessoas em quem confio, que confiam em mim ou que me agrada estar junto. Mas estou reforçando o fato de que mesmo existindo pessoas assim e elas estarem no meu círculo/grupo de amigos das redes sociais, há uma certa distância, um certo afastamento natural provocado, em parte, pelas redes sociais.

Recentemente, li um artigo em algum site da internet que falava exatamente sobre este assunto. O quanto ficamos juntos, conectados e interagindo, mas estamos cada um em seu quarto. A velha atividade de sair no início da noite e ir para a praça conversar com os amigos da escola ou do bairro, praticamente, não existe mais. Os convites para eventos (festas de aniversário, formatura, casamento e etc.) são feitos criando-se um grupo no facebook e adicionando os interessados…

Uma amiga ou colega de trabalho, como preferirem, contou-me o caso de um amigo que estava em outro país. Eles mantinham contato diário no período de estadia deste rapaz no exterior, porém quando este retornou para Salvador, o contato diário foi exterminado e não houve encontros físicos. Mais um exemplo claro do relatado anteriormente: temos mais contato com quem está distante.

Recentemente, tenho sentido uma solidão inexplicável (será?) ao acessar minhas redes sociais, pois tenho a impressão de ter 300 “expectadores”, mas nenhum “ouvinte”. É como se minhas palavras perdessem o som assim que saíssem da minha boca ou desbotassem assim que saíssem de meus dedos…

Gosto do ditado: Antes só que mal acompanhado. Em contrapartida, não gosto da sensação de estar só e sozinho!


Discriminação, Negação e Reafirmação

29 de abril de 2012

Finalmente chegou ao fim o julgamento do STF sobre o tema das cotas raciais. O autor da ação (DEMOCRATAS) que pretendia excluir o regime de cotas das instituições de ensino superior do país saiu, por assim dizer, derrotado…

Considero esta decisão uma vitória do país e, principalmente, da população, que de forma velada, é discriminada por toda a sociedade.

Todos nós contribuímos para este preconceito velado e descarado que atinge todos os cantos do nosso país. Não me refiro aqui apenas ao preconceito com o negro ou com o índio, mas também com todos aqueles que não compreendemos, como a mulher, a criança, o idoso, os meninos de rua, os menos afortunados, os que possuem culturas diferentes…

Falta empatia para entender a situação que o outro passa e respeitá-lo por suas conquistas, independentemente de cor, raça, sexo, credo e outros…

Nunca concordei com cotas raciais, mas sim com cotas sociais. Nunca vi problema se as duas andassem juntas. Mas, diante de uma sociedade que nega e esconde seus problemas, é urgente a adoção de medidas que escancarem-os e forneçam soluções temporárias.

Alguns, contrários à política de cotas, dirão que ela fere o artigo 5º da constituição. Falha de interpretação, pois a igualdade não é um princípio homogêneo. Garantir igualdade não é tratar todo mundo igual, mas tratar da mesma forma os iguais. E isto não é como forma de um privilégio, mas para garantir que todos tenham acesso aos mesmos direitos.

Considero um absurdo uma comissão que julga se você tem direito à cota por ser negro ou não. A decisão de concorrer à cota deve ser do candidato, declarando a sua classificação enquanto à cor (para cotas raciais).

Acredito que o mecanismo mais justo de inclusão seria o baseado na origem estudantil, garantindo vagas para alunos oriundos das escolas públicas, pois estes sim, precisam de assistência e apoio para garantir vagas nas universidades.

Vivemos em um país que a elite é BRANCA e onde há poucos NEGROS em cargos de comando. Há muito preconceito velado em todos os ambientes.

Espero que, num futuro breve, políticas reafirmativas como cotas sociais ou raciais não sejam necessárias e que vivamos em um país onde todos são realmente iguais, com acesso aos mesmos serviços com mesmo nível de qualidade!!!

Não pensem que escrevo estas palavras sem culpa alguma. Eu também tenho preconceitos velados e que guiam meus atos em alguns momentos…


Fazendo a Nossa Parte

28 de abril de 2012

No sábado passado integrei o grupo que marchou em protesto contra a corrupção no Brasil.

Cantamos, gritamos, marchamos e protestamos contra a corrupção que corrói montanhas de dinheiro arrecadados por nossos governos.

Muitas vezes reclamamos de como as coisas acontecem no nosso país, reclamamos dos escândalos e ficamos indignados com o que vemos passar na TV, mas o que realmente temos feito para mudar esta realidade? Quantos de nós tem feito a nossa parte para mudar este triste cenário da política brasileira?

Não deixarão de existir corruptos só porque na sua poltrona você fica irritado com os milhões de reais desviados de escolas ou de hospitais ou com o preço absurdo cobrado pelas empresas que vencem processos licitatórios maquiados…

Cada um de nós pode fazer mais, deve fazer mais para reverter este quadro.

Com atitudes simples podemos contribuir para mudar o Brasil e para mudar o mundo!

Vamos começar a votar com mais consciência? Vamos começar a exigir dos nossos representantes eleitos o cumprimento dos compromissos assumidos na campanha? Vamos exigir leis mais duras para políticos corruptos? E, principalmente, vamos parar de ser corruptos?

Quando falarmos menos e agirmos mais, podemos ter confiança de que teremos um país com políticos engajados com os reais problemas da população e não em encher seus próprios bolsos de dinheiro PÚBLICO!


(Falta de) Inspiração

28 de abril de 2012

Acho graça de como as ideias surgem… Meio de repente bate aquele treco na cabeça e você pensa em algo legal que pode fazer. No momento sempre achamos excelente, mas caso não vire algo logo cai no esquecimento e desinteresse…

Estranhamente, nos últimos tempos, as ideias não tem aparecido para mim (elas devem estar se escondendo… rs). Talvez seja falta de exercício… Ou motivo para pensar em algo mesmo.

Fato que não tenho tido interesse em publicar coisas mais íntimas, nem saco para escrever sobre mais do mesmo (coisas que todo mundo sabe, que todo mundo não gosta, mas que não mudam)…

Sempre fui o tipo de pessoa que começa a escrever sobre um assunto e o texto flui… Bastava apenas o assunto e o resto “surgia”. O problema é que recentemente o assunto não tem surgido e, consequentemente, meus pensamentos tem ficado guardado para mim…

Preciso (re)encontrar minha inspiração e vomitar os meus pensamentos que tanto apertam minha caixa de pensamentos…


Educação Nas Ruas

28 de março de 2012

Passamos oito anos no ensino fundamental (agora são 9), mais três no ensino médio e alguns semestres na faculdade e continuamos ignorantes… Não aprendemos como (con)viver em sociedade e como colaborar para uma sociedade equilibrada e LIMPA!

Ando de ônibus (não por opção, mas por falta dela) e sempre vejo coisas que me incomodam demais. Uma destas coisas é quando algum passageiro após produzir seu lixo, usa a janela do ônibus como lixeira. Sim, eles jogam latas de refrigerante/cerveja, embalagens de amendoim mendorato, cascas de amendoim cozido e outros itens.

Inúmeras vezes pensei em conversar com a pessoa e encorajá-la a não fazer tal ação, mas por receio de uma reação agressiva sempre evitei esta atitude.

É interessante notar como sempre reclamamos do “governo” quando aquelas chuvas torrenciais alagam a cidade e os boeiros, entupidos, não conseguem dar vazão ao grande volume da água, mas poucas vezes pensamos em como nossas pequenas ações auxiliam para que estes boeiros fiquem entupidos e que a cidade fique alagada.

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Gostaria de viver em um mundo onde as pessoas fossem tão conscientes que jogar uma simples embalagem de lixo na rua seria um absurdo tão ABSURDO que ninguém ousaria nem pensar em pensar em fazer…

Mas, já que não posso mudar o mundo, faço a minha parte: retenho minhas produções diárias de lixo até a próxima lixeira! 😉